O mundo onde nós somos, entre muros, na manhã que raia logo ao lado não percebendo que o tempo interno não se molda em barulhos, sons que dizem já é hora; pois hora agora, sentir que o clima aqui é frio e confortável e não há determinado momento mas interminável instante. Se os dedos percorrem dois corpos e equilíbrio, idéia, já não importa, é porque não está, abriu-se o possível. O que saber do tal sentimento senão apelidos; e esses são códigos, ínfimos, peculiaridades exageradas que falsamente representam o todo, e se este inexistente. Não acendamos a luz da porta pois o muro acaba, e ainda há falta de revés, desconstruir-se construindo, procurar espaços, atá-los. Por aqui, só o mundo, apenas esse, é nosso.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Rosa
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