Pegamos as traquitanas no bar do NemParece e começamos ali mesmo a fundar a sonoridade
única de nossa trupe celestial que partiria brevemente a algo de singular num mundo formado por som, cor, poeira, ou tudo isso agrupado a uma sinfonia de Beethoven que nunca ouviríamos.
Um no surdo outro no tambor, a fim de ouvirmos, guitarras flautas coros e garrafas de cerveja que perambulavam pelas mesas enquanto estravagantes notas, moedas e até cheques pré-datados recusavam-se em ressonar.
Nem parece que embebedamos o luar com nossa arte a ponto de gargalhar e queimar-nos. Parecíamos era fazer sucesso diante do fato de o público ser formado por nós mesmos, mas ao tempo em que alguns integrantes principiaram a desertar e o dono do bar, nosso maior entusiasta (e por que não dizer fã número um?), varría-nos porta a fora munido de vassoura de piaçava, palavras de baixo calão e uma conta quilométrica que enforcáramos sem dó e com requintes de crueldade, decidimos encerrar nossa curta porém promissora carreira por divergências artísticas numéricas e monetárias, além de alguns integrantes que desejavam , por própria satisfação e luxúria, ampliar a carreira somente para cheirá-la logo em seguida.
É certo dizer que o dia respondeu com desânimo à nossa desistência soprando um vento gélido e turbulento que nos levou a assobiar uma modinha fúnebre enquanto dançávamos involuntariamente abraçados pela marcha do retorno, mas como se tudo não se bastasse a nada caiu-nos dor de cabeça inigualável a hora de acordar, a que cuidaremos com um pacote de aspirinas, meia dúzia de refrigerantes plenamente gaseificados e o eterno desejo de surgir música em todo e qualquer estado geográfico e espiritual.
Tenham todos uma ótima noite!
única de nossa trupe celestial que partiria brevemente a algo de singular num mundo formado por som, cor, poeira, ou tudo isso agrupado a uma sinfonia de Beethoven que nunca ouviríamos.
Um no surdo outro no tambor, a fim de ouvirmos, guitarras flautas coros e garrafas de cerveja que perambulavam pelas mesas enquanto estravagantes notas, moedas e até cheques pré-datados recusavam-se em ressonar.
Nem parece que embebedamos o luar com nossa arte a ponto de gargalhar e queimar-nos. Parecíamos era fazer sucesso diante do fato de o público ser formado por nós mesmos, mas ao tempo em que alguns integrantes principiaram a desertar e o dono do bar, nosso maior entusiasta (e por que não dizer fã número um?), varría-nos porta a fora munido de vassoura de piaçava, palavras de baixo calão e uma conta quilométrica que enforcáramos sem dó e com requintes de crueldade, decidimos encerrar nossa curta porém promissora carreira por divergências artísticas numéricas e monetárias, além de alguns integrantes que desejavam , por própria satisfação e luxúria, ampliar a carreira somente para cheirá-la logo em seguida.
É certo dizer que o dia respondeu com desânimo à nossa desistência soprando um vento gélido e turbulento que nos levou a assobiar uma modinha fúnebre enquanto dançávamos involuntariamente abraçados pela marcha do retorno, mas como se tudo não se bastasse a nada caiu-nos dor de cabeça inigualável a hora de acordar, a que cuidaremos com um pacote de aspirinas, meia dúzia de refrigerantes plenamente gaseificados e o eterno desejo de surgir música em todo e qualquer estado geográfico e espiritual.
Tenham todos uma ótima noite!
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