E era toda primeira vez, primeiros passos, desconsertados por observar outros passos, brilho nos olhos talvez, nem sei, pois primeira vez se fez em tudo, no olhar outros pés, pernas, tronco, membros, rosto, cabelos negros desmanchando vento, olhos feito sorriso, negros. E meus olhos azúis-de-lente olhando tudo só aquilo, cabelos crespos que odeio, sacolejando, pele, sol, passos, tremem, galho no vento.
Era isso.
Só.
Parágrafo de uma linha, sem inversão, invenção.
Ele.
Eu.
Eleeu.
Ele e eu.
Sem nó, soltos, encontro sem sombra no sol.
Assim, faltava um "oi", "tudo bem", um sei-lá-o-quê, olhar, sorrir, falar, gritar, sentir, tocar, enfim. Só o fim faltava.
E findo estava, desde início, findo está. Carro correndo por cima da faixa, ele, eu, todos os outros, corpo de menino-homem sorrindo pro céu, sorriso desgosto, careta mais, dor talvez, talvez não, amor que começa-acaba, sonha, zombeteiro, engraçado se não triste, trágico, amor doido que corre pra lado que nenhum lado sabe qual é, carinho, olhar homem-mulher, rápido, do tempo.